10 de março de 2008

Eu vi as estrelas...

Foto: deviantart.com


Há estrelas guardadas onde poucos podem ver
Um céu de promessas e amores e encontros e desencontros
Olhares, tensão, tesão e o sono que nunca chega
Corpos em movimento, irmãos em descoberta
Dúvidas, viagens e libertação de velhos hábitos que já não cabem mais
Olhar preso no futuro e um agora que será presente amanhã
Expectativas, planos e uma despedida de solteiro sem medidas
Maresia, álcool, segredos confidenciados em sussurros
Deveria sangrar, mas não houve guerra
Houve o que já deveria haver e há o espaço a ser preenchido
E há cada minuto para se guardar na memória
E há de se escrever uma bíblia para cada encontro
E ornar uma praça como palco para a beleza dos momentos
E já há saudade, e ela permanecerá quando chegar a hora
E a amizade será o testemunho do belo, do certo e do agora que já é eterno

Um comentário:

Alice disse...

Belo poema, João. Me pareceu Quintana brincando de ser você. Gostei das estrelas, das promessas, da libertação, dos segredos e da verdade confidenciada. Verdade que nós, leitores, jamais saberemos. Mas você, poeta, sempre saberá. Afinal, poetas guardam seus segredos. O mundo inteiro pode tentar expandir sua obra, mas só você sabe o endereço que suas palavras escritas devem alcançar.

E sempre escreveremos - mesmo que a tinta acabe e as estrelas se apaguem por alguns segundos. :)

"E já há saudade, e ela permanecerá quando chegar a hora
E a amizade será o testemunho do belo, do certo e do agora que já é eterno."

(João Neto - Poeta e observador de estrelas)

Beautiful poem, Dear Writer.