5 de março de 2008

Duo


São duas realidades,
A que se quer ver
E a que se tem que ver
São duas caras,
A que se dá pra bater
E a que mostra como capa
São duas vontades
A que se sente pra fazer
E a que passa
São duas, suas, minhas
São nossas.

3 comentários:

Zélia Palmeira disse...

"São duas vontades
A que se sente pra fazer
E a que passa
São duas, suas, minhas
São nossas."

Mattoso

A uma filosofia,vou dizer assim,que diz que vontade é igual a liberdade.Nessa vertente estão Santo Agostinho,Descartes e eu. 8) Vontade é liberdade.E liberdade,para mim,é a de Foucault - que tanto já debatemos em nossos espaços.Liberdade responsável e que não depende só de mim,portanto.Se não posso ser "livre" sempre que quero,não poderei fazer tudo que tenho vontade.Aí,centra-se a questão das escolhas.Se a minha vontade resultar em algo ruim,para Santo Agostinho,terei pecado.Para Descartes,terei errado - bem melhor ou menos sofrido deve ser acreditar nos erros,nesse ponto.Seja qual for o caso,a minha vontade que são muitas,que são suas e que são coloridas,só se realizarão o quanto eu puder ser livre...

João Neto disse...

E tudo na vida vem em no mínimo dois. A dualidade está em todo lugar e em todas as esferas da vida. E bom que seja assim. Não ter escolhas não seria bom, não seria viver. Seria apenas passar pela vida.

Alice disse...

Gosto de todas as realidades. A realidade da Clarice, da minha vizinha com quem nunca falo e dos velhos que fingem suas idades.
Nice poem.