14 de março de 2008

Devoro a Tua Alma


Photo by Triodante - deviantart.com


Saiba que em todas as vezes que disse não, quis dizer sim
E em cada momento em que fugi, quis me aproximar
Em cada linha torta, uma declaração
Em cada menear de cabeça, uma afirmação
Em cada aflição, esperança
No medo, desejo

E saiba que antes não era nada
E que agora passa a ser muito
Do tudo, quero o que me cabe
Do que me cabe, completo o meu mundo
Mundo completo, sigo adiante

Mas, na verdade
Não há muito, não há pouco
Há o que há, e deveria ser como é
É como queremos que seja
E sendo assim, ficamos bem

E eu sei, devoro a tua alma
E dela me alimento

Ps.: eu acho que já publiquei isso em algum lugar (e eu acho até que foi com outro título!), quem sabe até aqui mesmo. Enfim, minha mente senil não me fez ter certeza e aí decidi publicar novamente. Se foi repeteco, desculpem, se foi novidade, aproveitem...

5 comentários:

Zé Ricardo disse...

A esfinge te devorou meu irmão, taz em outro cosmo! preciso te falar, pessoalmente! Um grande abraço.

Alice disse...

Escritor De Mente Senil,

Não me lembro de ter lido esse poema. É tão belo e tão perfeito - eu lembraria se já o tivesse lido. Lembro de livros que li ainda em minha infância. E de novo Mario Quintana faz sentido - Poetas são contraditórios. Isso faz deles, seres únicos e imersos em muitas verdades.

"Mundo completo, sigo adiante."

(João Neto)

"E João faz poesia
E João cria noite em pleno dia
E João é uma afirmação
E João tem o mundo em suas mãos."

(Alice)

:)

Luci disse...

Mesmo se já o tivese publicado, anda bem que o fez novamente. Tão bonito, tocante e verdadeiro (me vi nas entrelinhas).

Parabéns!

Sunshine disse...

que texto bonito...
lindas palavras
=**

Mattoso disse...

Bom, então só posso dizer que quando temos a chance de perceber que deixamos de fazer tantas coisas que poderiam ter facilitado, ajudado, ou mesmo feito em sinal de amor, que isso sirva de exemplo e faça, fale, grite, ame e tudo que tiver direito na próxima vez.
Beijos