25 de abril de 2008

Zero Absoluto

Foto por Chamstudio - Deviantart.com


Lá fora
Céu azul
Nuvens brancas como a barba de Deus
Ele tem barba?
Espero que sim, é uma imagem reconfortante
Tomara que também tenha paciência infinita
Vou precisar, um dia...

Lá fora
Dia de sol requentando sonhos
Grama verde, toalha posta no chão
Flores multicores, cesta cheia de guloseimas
Muito zum-zum, muito alarido, gritos infantis
Alguém empinou uma pipa engraçada

Isso é lá fora...

Aqui dentro?
Céu carregado
Silêncio
Neve

Melhor assim...

Zero absoluto
Zero risco

4 comentários:

Alice disse...

Deus com as barbas feitas de algodão. Minha crença de criança sendo contornada pelo Poeta do Tempo. João, Você vence a estética exagerada e traz baú de simplicidade de um bom talento que vou te contar, viu? Já disse... rasgo sedas pelos seus textos porque tem essência, razão e vida. E tem humano. Tem gente por trás de cada verso. Você versa com a vida e sem silêncios, escreve o que é bom.

Eu sigo aqui... acreditando no que você diz.

Letícia De Oz.

Dora disse...

Fora, ensolarado. Dentro, a neve. Opondo-se talvez (?!). Na matemática o zero é sempre uma referência de ausência, na física pode ser um corpo em equilíbrio... Mas em nós é apenas segurança. Uma segurança que reconforta, mas que pode nos afastar do “bom” também... e isso não deixa de ser um risco e portanto, um contra senso para o nosso amigo “zero”...
Cheiro grande e bom final de semana.

Fenrisar disse...

See Please Here

Camilla Tebet disse...

E dizem que zero é nada hã? Eu sou daquelas que bota as certezas em cheque. Não acho que deus tenha barbas e não acho que zero seja nada. MAs tenho certeza qu tu escreves exageradamente bem. Concordo com Alice e sigo aqui, nem sempre acreditando, mas aqui.