8 de fevereiro de 2008

Entre o "ser ou não ser", onde está você agora?

Não apenas por ler a última postagem da Letícia mas por tantas outras coisas que teimam em voltar a minha cabeça, estive pensando que essa questão de "padrões" nos é involuntária. Inevitavelmente, "montamos" padrões para o que entendemos por vida. Faço os meus para mim e os seus para você. Tenho que me "encaixar" nos meus e nos seus para mim. Entre outras coisas, a "fuga" a esse padrão previamente estabelecido acaba por nos fazer sós. Penso no lugar que devemos realmente ocupar e que nos é "escondido", tantas vezes, por tudo aquilo que nos cerca. Todas as vezes que ouço "Wisemen" do James Blunt, acredito que o primeiro passo para chegarmos a esse lugar é nos permitirmos perguntar a nós mesmos "onde estamos". Quanto mais clara for a sua resposta, mais perto você estará de onde quer chegar...









"She said to me, "Go steady on me.
Won't you tell me what the Wise Men said?
When they came down from Heaven,
Smoked nine 'til seven,
All the shit that they could find,
But they couldn't escape from you,
Couldn't be free of you,
And now they know there's no way out,
And they're really sorry now for what they've done,
They were three Wise Men just trying to have some fun."

Look who's alone now,
It's not me. It's not me.
Those three Wise Men,
They've got a semi by the sea.
Got to ask yourself the question,
Where are you now?

Really sorry now,
They weren't to know.
They got caught up in your talent show,
With you pernickety little bastards in your fancy dress,
Who just judge each other and try to impress,
But they couldn't escape from you,
Couldn't be free of you,
And now they know there's no way out,
And they're really sorry now for what they've done,
They were three Wise Men just trying to have some fun.

Look who's alone now,
It's not me. It's not me.
Those three Wise Men,
They've got a semi by the sea.
Got to ask yourself the question,
Where are you now?"

James Blunt in:Wisemen

3 comentários:

Alice disse...

Muito otimista suas palavras e realmente, não me pergunto onde estou. Sempre me pergunto "O que estou fazendo aqui". Mas esse é só mais um dos meus "pobremas". E adoro essa múscia do James Blunt e também conheço um monte de gente vagando sem saber p'ra onde ir. Esses padrões acabam com tudo. Tudo bem, precisamos de regras, mas têm que ser assim tão cheias de detalhes? Sigo padrões e regras, mas não vou mentir. Moraria numa comunidade hippie completamente voltada para o bem comum - sem regras, sem roupas e sem juízo.

João Neto disse...

Comunidade hippie? Sem regras, sem roupas e sem juízo? Não sei se agüentaria tanta falta de padrão, apesar da parte do sem roupa soar interessante (KKKKK!). Mas seria muito bom se eu conseguisse me livrar de alguns padrões idiotas que ainda me perseguem. Há quem me ajude nisso. Mas às vezes assusta.

Mattoso disse...

Não sei se tantos seres humanos conseguiriam viver sem regras e limites, não conseguimos viver com tantas imaginem sem elas....infelizmente. Mas acredito que podemos criar as nossas. Aquelas que nos permitem viver. se nos incomodam, é porque tentamos viver com regras alheias.