30 de julho de 2008

Estagnada?

A Alice falando de estagnação. Respondi isso...

(foto por Ash-Kylie - DeviantArt)

Estagnada?
Nada
Não quem escreve
Não quem ouse pensar
Não a escritora de horas completas
De verbos de ação
E do caldeirão saem letras
Frases, citações e nomes antigos
Transformação irradiada
Revoluções por minuto
Cogumelo atômico em minha Hiroshima
E para ler sua "estagnação"
Só sendo lebre que não perde para tartaruga.

3 comentários:

Elenilson Nascimento disse...

Olá, estou aqui para convidá-lo a conhecer a LITERATURA CLANDESTINA:
http://literaturaclandestina.blogspot.com/
Conto com a sua presença por lá . Um abraço Elenilson

Alice disse...

That's it, John...

Não esconde poema seu não. Eles têm o lugar deles que é aqui e no mundo todo. Você escreve reto, palavra e outra palavra e é a arte do escritor-cronista-poeta. Esse poema é a linha do trem. Gosto de ver poemas de formas diferentes. Linha do trem que esperamos. Não por ser resposta a texto que escrevi, mas por ser verdade. Aliás, que será um poema senão a verdade? Estamos estagnados em livros e letras. Melhor estado vegetativo não há. E já que minha estagnação se tornou poema, que os fungos da boa literatura continuem nascendo.

Bjs da leitora que lê e não esquece.

Camilla Tebet disse...

É.. é preciso saber ler, tanto quanto escrever. Dor que me incomoda.
Bom te ler de volta poeta.