7 de julho de 2008

O POVO E A ELEIÇÃO

Toda eleição é um “chover no molhado” e o povo quebrado esperando ela chegar. Os políticos sabidos sem decoro parlamentar imploram o voto do povo com promessas de enganar, depois enrolam e esquecem que prometeram trabalhar com honestidade em favor do povo. Depois de empossados nada de trabalho quanto mais legislar.
No Brasil tem hora de Brasília, hora oficial, devia ter também horas de trabalhos, que seriam três dias por semana como fazem os bacanas dos deputados e senadores que chegam à noite de segunda e voltam para casa nas quintas feiras a tarde. Isto que é trabalhar! É de lascar. Este é um país sério, honesto e trabalhador, pobre do povo!
O executivo dá só bons exemplos, está aí o tal cartão corporativo que não me deixa mentir. Mas tudo no interesse do povo, até permite que os deputados façam projetos, quando não tem decreto lei para aprovar.
Esse ano até que trabalharam demais, passaram a tal “Lei Seca”, Será que importaram da América? Lá da década de trinta? Talvez tenha aparecido por aqui o “Al Capone”, quem sabe? Esta tal de Lei Seca ainda vai dar o que falar; “Tege preso!” O Senhor bebeu, comeu, bebeu, a lei prendeu e se não quiser fazer o teste do bafômetro, não tem importância o “Puliça” lhe prende assim mesmo. Muito simples é somente dizer que você é um cachaceiro, um bagunceiro e o brasileiro vai para xilindró porque o delegado, ou o soldado tem fé de oficio, falou e disse, bonito né! e você Mané não tem colher, vai preso mesmo!
Voltando para eleição, que é obrigação, devia ter também o voto de protesto, de fato, a gente vota sob protesto e sem opção de dizer não, já que a urna não tem a tecla para digitar: não voto em ladrão. Aí sim, seria uma verdadeira democracia onde a gente se expressaria e diria o que queria em uma eleição honesta, sem mentiras e demagogias.
E quando os senhores Senadores se reúnem em sessão para tomar uma decisão que nem sempre é a favor do povo. É só embolação, falta de coro, recesso, protestos e pedem vista do processo. Adiando as resoluções para cada vez mais consumirem o dinheiro da nação com salários, moradias, mordomias e “jetons”.
Fico perguntando para meus botões: “que pais é este que precisa de políticos corruptos, calculistas, cínicos que roubam os recursos da nação”. “Por que será que a política só atrae pessoas tão pequenas, de mentalidade anã?”
Nunca serei um ‘policitante”, prefiro tomar calmante, lexotan, placebos - comprimidos de mentira, ou água com açúcar que me lembra meu tempo de criança que a tomava para acalmar depois de um susto. Hoje tomo calmantes para limpar meus ouvidos e minha mente saturados de besteiras que chegam pelo radio, jornal e televisão. É o mal da eleição; comícios, passeatas, trios elétricos que varam a noite até de manhã. (In)felizmente só temos de dois em dois anos, e termina em novembro e a história encerra nesta porcaria de terra, esta farsa chamada eleição.


Traduzindo em versos

De dois em dois anos
É chover no molhado
O povo quebrado
Esperando a eleição chegar.
Os políticos sabidos
Sem decoro parlamentar
Imploram o voto do povo
Com promessa de enganar.

Antes da eleição
São de uma honestidade sem par
Mas depois de empossados
Botam pra quebrar.
Este é um país sério
Honesto e trabalhador
Mas os políticos desonestos
São um horror.

Este ano, imagine, seu Doutor
Os deputados fizeram a tal Lei Seca
Que quem bebe e dirige dançou.
Será que importaram
Da América? Tenha dó
Bebeu, dirigiu, cana,
E não tem bacana
Vai para xilindró

De dia tem as passeatas
De noite tem comícios
Em novembro a votação
É coisa de obrigação.
Não tem jeito, tem que votar
Sob protesto e sem opção
Na tal urna não tem a tecla
“não voto em ladrão”.

Por Joseph Dalmo

2 comentários:

Alice disse...

Talvez a Lei Seca seja apenas um disfarce. Talvez tenha algo mais sob a ponte. Acredito em política funcional - tipo você faz sua parte e eu faço a minha. Bom ver texto teórico virar poema, Dalmo. A Lei Seca não nos tira a vontade de escrever.

Bjs.

Sua sobrinha,

Letícia

Alice disse...

Só pra avisar... estou fazendo uma faxina no Cosmic Library. Logo voltarei a abrir as portas.