10 de setembro de 2008

Uma casa sozinha no campo

Left_alone_by_Darkbry


É uma casa é sozinha, tão engraçada, tão estranha, feita com carinho, sem pintura, coberta com a pátina do tempo que marca sua história.
Fixada em uma clareira, ao lado de uma árvore de muitos galhos que faz companhia para a velha casa.
A casinha de telhado de telhas canal, com ervas daninhas deixando elas escuras. Tem goteiras, mas não importa, se a noite de dentro pode-se ver as estrelas.
Construída com uma portinha ao lado de uma janela. Tem uma chaminé onde sai fumaça de um fogão apagado. Caminho pelas suas paredes manchadas e passeio pelo seu telhado.
Cercada de mato crescido, onde pasta um gado fantasma, que não come e não engorda, são almas penadas.
As nuvens cinzentas no céu parecem dizer que vai chover.
Imagino águas caindo do céu amarelo, escurecido pelas nuvens. Mas, o Sol brilha através delas, teimando em levar seus raios brilhantes, como luzes em tubos a liberar o caminho para a velha casa.
O Sol e a chuva brigam sua eterna batalha, por uma varinha mágica, que marca o tempo chuvoso ou brilhante para iluminar ou encharcar a casinha. Sol e chuva misturados querem casar. Quem sabe o Sol verdadeiro esta longe de amar.
O vento sopra forte e parece que vai levar a pobre casa que oscila, como um barco no mar. Vento que leva, para dentro, o frio de agosto. Um frio que arrepia os ossos de um cão faminto que procura um canto para se aquecer.
Fico curioso para saber quem mora na casinha, tão simples, tão linda, como um castelo, que compõe o cenário dos mais singelos, esquecida a flutuar, em silêncio adormecido, em paz.

3 comentários:

Alice disse...

Dalmo,

Recebo sempre suas postagens por email. O bom é que sempre sei quando publica algo. Esse texto é a nossa visão que temos de algo distante. Também observo a solidão das casas que ficam longe, paradas e sem ninguém.
Belo texto, Dalmo.
E agradeço por visitar Alice.

Um abraço.

Devo publicar outro texto hoje. Melhor coisa é escrever.

Narradora disse...

Bonito texto. Gosto das imagens assim postas, meio como cenário que vai sendo pintado palavra por palavra. :)

Joseph Dalmo Faria Almeida disse...

Obrigado Luciana pelos coment�rios.
Apare�a sempre.