10 de dezembro de 2009

Atrás dos dias


Ando sem rumo
torcendo meus dedos
para não sair do enredo,
o enredo é meu segredo,
não digo a ninguém que ando nu
nas ruas do meu eu.

Passeio atrás dos dias
sem saber aonde ir,
vou por onde a vontade me guia
e quando chego onde não quero
pego minhas trouxas sem demora
digo adeus e vou embora.

Vagueio com um lume na mão,
cego, amedrontado, assim
a procura de uma ilusão,
sem saber que verbos passivos
habitam calados, em mim....


Por Joseph Dalmo (dez, 2009)

Imagem: Beach_love_by_Enigma

3 comentários:

frida57 disse...

Oi amigo
obrigada pelo convite.
Gosto de ler-te, teus versos são de uma leveza tal e de fácil entendimento.
Com certeza virei mais vezes conhecer seus versos mais antigos.

frida57 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joseph Dalmo disse...

Obrigado amiga pelo comentário,
adorei a visita.
Bj